O checklist de emissões de GEE que a Sustentabilidade Agora desenvolveu em parceria com a Metrikflow parte de uma constatação que se repete em praticamente todas as empresas que ainda não estruturaram seu inventário de gases de efeito estufa: o problema raramente é falta de dados.

O problema é que esses dados estão espalhados, sem padronização, sem responsável definido e sem conexão com os escopos do GHG Protocol. E enquanto essa situação persiste, o inventário fica postergado ano após ano, não por falta de vontade, mas por falta de estrutura para começar.
Esse ponto de partida mal resolvido é mais comum do que parece. Empresas com operações complexas, múltiplas unidades e fornecedores diversificados frequentemente têm acesso a boa parte das informações necessárias para um inventário inicial, só que essas informações podem estar mais disponíveis do que você imagina.
As 10 fontes de dados que sua empresa provavelmente já tem
Uma das formas mais práticas de entender por que o inventário de GEE é mais acessível do que parece é mapear os documentos que já circulam pela empresa e que carregam, sem que ninguém tenha sistematizado, uma parte relevante das informações necessárias para cada escopo.

No Escopo 1, os dados de emissões diretas estão no extrato do cartão de combustível da frota, nas faturas de gás, diesel ou GLP de caldeiras e geradores, e nos registros de manutenção de ar-condicionado e refrigeração, documentos que costumam estar com o financeiro ou com o facilities.
No Escopo 2, as informações sobre energia comprada aparecem na conta de luz de cada site, nos contratos de energia no mercado livre ou nos certificados de energia renovável, e nas planilhas de rateio entre unidades ou filiais.
Já no Escopo 3, os dados da cadeia de valor estão distribuídos em relatórios de despesas de viagens corporativas, contratos com transportadoras e operadores logísticos, notas fiscais de compra por fornecedor e manifestos de resíduos.
Dez fontes de dados, três escopos, múltiplos departamentos. O inventário começa pelo mapeamento do que já existe.
Por que o inventário de GEE trava antes de começar
A maior parte das discussões sobre inventários de gases de efeito estufa se concentra em metodologia de cálculo, fatores de emissão e escolha de escopo. Essas questões são importantes, mas chegam em um segundo momento.
O que impede muitas empresas de avançar é anterior a isso: a incapacidade de mapear, com clareza, quais dados já existem na organização, onde estão, em que unidade são registrados e quem é o responsável por fornecê-los quando o processo de inventário começar.
Sem esse mapeamento, a equipe responsável pelo inventário enfrenta dois riscos simultâneos. O primeiro é começar os cálculos com dados incompletos ou inconsistentes, o que compromete a confiabilidade do resultado e cria vulnerabilidades para quando auditores ou stakeholders externos pedirem rastreabilidade. O segundo é gastar semanas em reuniões internas tentando identificar fontes de dados que deveriam ter sido catalogadas antes do início do processo, atrasando um ciclo que já tem prazo curto.
O Checklist de emissões de GEE foi desenvolvido justamente para resolver essa etapa inicial. Em vez de começar pelo cálculo, ele começa pela organização, porque um inventário confiável depende tanto de ferramentas corretas quanto de um processo bem estruturado de coleta e padronização de dados.
O que o checklist de emissões de GEE cobre e como ele está estruturado
O checklist de emissões de GEE organiza 23 itens essenciais distribuídos pelos três escopos do GHG Protocol, o padrão mais utilizado globalmente para contabilização corporativa de carbono, e que serve de base também para as exigências de frameworks como GRI e ESRS.

O Escopo 1 cobre as emissões diretas das operações da empresa: combustão estacionária em caldeiras e geradores, combustão móvel da frota própria, emissões fugitivas de sistemas de refrigeração e ar-condicionado, e processos industriais quando aplicável. Os dados que alimentam esse escopo costumam estar nas faturas de combustível, nos extratos de cartão da frota e nos registros de manutenção dos equipamentos de refrigeração. São informações que muitas empresas já possuem, mas que raramente estão organizadas com a unidade de medida e a granularidade que o inventário exige.
O Escopo 2 trata das emissões indiretas associadas à energia comprada: eletricidade, calor e vapor adquiridos de terceiros. Aqui, além dos dados de consumo que aparecem nas contas de energia de cada unidade ou filial, o checklist de emissões de GEE também orienta sobre a necessidade de documentar contratos de energia no mercado livre e certificados de energia renovável, evidências que influenciam diretamente no cálculo e na forma como as emissões podem ser reportadas.
O Escopo 3 é o mais abrangente e, na maioria dos casos, o mais desafiador: ele cobre as emissões da cadeia de valor completa, incluindo fornecedores, logística terceirizada, viagens corporativas, resíduos gerados nas operações, deslocamento de colaboradores e uso e fim de vida dos produtos vendidos. Os dados para esse escopo estão distribuídos por toda a organização, desde o relatório de despesas de viagem do financeiro até os manifestos de resíduos do facilities e as notas fiscais de compra por fornecedor do setor de compras.
Cada um dos 23 itens do checklist de emissões de GEE já vem com o dado específico a coletar, a unidade de medida recomendada e a referência técnica correspondente ao GHG Protocol, ao GRI ou ao ESRS. Isso elimina horas de pesquisa sobre o que cada framework exige e permite que a equipe responsável pelo inventário avance com clareza sobre o que precisa ser levantado em cada área da empresa.
Como o diagnóstico de maturidade funciona
Ao final do preenchimento, o checklist de emissões de GEE gera um diagnóstico de maturidade imediato com base em um sistema de pontuação simples. Os resultados se dividem em três faixas que indicam onde a empresa está no processo e qual deve ser o próximo passo.
A faixa de zero a oito itens coletados corresponde ao ponto de partida: a empresa ainda não tem uma base estruturada de dados para o inventário e precisa começar pelo mapeamento das fontes internas e pela definição de responsáveis por cada tipo de informação. A faixa de nove a dezesseis itens indica que a jornada está em andamento: já existe alguma estrutura de coleta, mas há lacunas relevantes que precisam ser endereçadas antes de avançar para os cálculos. A faixa de dezessete a vinte e três itens representa a base sólida: a empresa tem o que precisa para iniciar o inventário com consistência e, dependendo do nível de verificação disponível, pode estar próxima de uma base preparada para asseguração externa.
Independentemente de onde a empresa estiver, o checklist de emissões de GEE aponta com clareza qual é o próximo passo concreto, o que o torna útil tanto para quem está estruturando o primeiro inventário quanto para quem já tem alguma experiência e quer identificar pontos cegos antes de um ciclo de reporte mais exigente.
Quem pode usar e como acessar
O checklist de emissões de GEE foi desenvolvido para três perfis principais. O gestor ESG que está estruturando o primeiro inventário da empresa e precisa de um ponto de partida claro, sem a necessidade de horas de pesquisa em documentos de frameworks.

O consultor em diagnóstico com um cliente, que pode usar o material como ferramenta de levantamento rápido de maturidade antes de propor uma solução mais estruturada. E o executivo que quer entender onde estão as lacunas do processo atual antes de tomar uma decisão de investimento em uma plataforma ou em um serviço de consultoria especializado.
A parceria com a Metrikflow, plataforma ESG utilizada por mais de 150 empresas globalmente para centralizar coleta, medição e reporte de indicadores de sustentabilidade, garante que o checklist de emissões de GEE esteja calibrado para a realidade de empresas em diferentes estágios de maturidade e em diferentes setores. O material não é um exercício teórico, é uma ferramenta construída com base no que efetivamente trava o processo de inventário quando ele encontra a realidade das operações corporativas.
O acesso ao checklist de emissões de GEE é gratuito e imediato. Para receber o material, basta preencher o formulário disponível no link abaixo. Em poucos minutos, você terá em mãos o mapa de dados que sua empresa precisa organizar antes de começar a calcular.













