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Sabe aquela pergunta que você ouve toda semana? Então, a que eu ouço com mais frequência, atualmente, é: “Qual curso ESG você me recomenda?”.

A resposta é, invariavelmente, a mesma: “Depende”.

Se você colocar no Google (ou no chatgpt, para ser mais moderno) o comando “Curso ESG”, a tendência é terminar a busca com mais dúvidas do que certezas.

Em meia hora de pesquisa você encontrará todos os tipos de formações e, possivelmente, seguirá com muita insegurança sobre o próximo passo.

Dicas práticas

Se você se identificou com o que escrevi acima, quero compartilhar 3 dicas que podem – e devem – ser levadas em consideração na hora de escolher sua próxima formação em ESG. Bora lá?

1 – Em qual área você deseja atuar?

ESG, como você já deve saber, é uma agenda muito ampla! Por isso, é importante, em primeiro lugar, você entender em que você deseja se aprofundar. Neste ponto, você pode chegar a 3 respostas:

1 – “Quero me aprofundar em um tema” – Se o que você deseja é entrar fundo em um tema específico, busque cursos focados nele!

Se, por exemplo, você quer se aprofundar em “Biodiversidade”, procure organizações que são referência no assunto e as priorize.

2 – “Quero me aprofundar em um pilar” – Entretanto, se sua preferência é por um pilar, defina qual mais te agrada e busque cursos com este foco.

Neste ponto, pela minha experiência, a minoria das pessoas tem preferência por governança. A maioria acaba mesmo se interessando pelo ambiental e pelo social.

3 – “Quero estudar a agenda toda!” – Por fim, se sua vontade é estudar a agenda como um todo, para depois, eventualmente, se aprofundar em algum ponto, recomendo buscar trilhas que não foquem especificamente em nenhum pilar ou tema.

O que posso te adiantar aqui é que a maioria dos cursos é, mesmo, generalista. Eles dão uma olhada geral por toda agenda e apresentam os conceitos básicos, como diagnóstico, materialidade e relatórios.

Qual seu objetivo com o curso?

Há várias razões para alguém se inscrever em um curso sobre ESG. Vou listar algumas abaixo. É muito importante você entender quais são as mais relevantes para você antes de se inscrever:

Acesso a conteúdo de qualidade – A motivação mais óbvia para entrar em um curso é acessar um conhecimento que tenha sido previamente curado por alguém. A infinidade de informações disponíveis torna quase impossível para um leigo conseguir fazer isso sozinho.

Neste ponto, entretanto, acho que vale ressaltar que a maioria dos cursos que conheci estão na regra do 20-60-20: 20% dos conteúdos são incríveis, 60% são ok e 20% são ruins.

Por isso não se decepcione se algumas aulas parecerem dispensáveis.

Acesso a rede de contatos – O acesso à informação de qualidade não é a única (muitas vezes nem a principal) causa para entrar em um curso sobre ESG. É comum que a busca também tenha por objetivo expandir a rede de contatos com professores, professoras, alunos e alunas.

Se este for o seu caso, busque por cursos que façam uma boa gestão de comunidade durante e depois da formação.

Já posso te adiantar que a maioria deles não tem um olhar apurado para isso. Criam, no máximo, um grupo no whatsapp e deixam por conta de cada indivíduo este movimento, sem nenhuma facilitação.

Certificações – Se o seu objetivo com o curso é o “selo” que ele vai te dar depois de concluído, priorize as instituições maiores e com mais nome.

Mesmo que às vezes pequem nos dois itens anteriores (gestão de comunidade e qualidade do conteúdo), elas têm um nome forte para o currículo.

Obs: há mais motivações para fazer um curso sobre ESG e seu interesse possivelmente resulta de uma combinação deles. Tente avaliar quais são mais relevantes para você na hora de tomar decisão.

Quem são os professores e professoras?

A maioria das formações disponibiliza o nome dos professores e das professoras em seus sites. Essa é uma ótima indicação preliminar para você entender a qualidade do curso.

Dê uma olhada no LinkedIn das pessoas para entender se elas são, de fato, as que você espera para sua trilha.

Veja se a pessoa tem trajetória em algum tema, pilar ou até na agenda toda! É uma forma rápida de ter uma primeira impressão – antes mesmo de pagar.

Uma palavra final

Fazer formações sobre ESG é, sem dúvida nenhuma, um passo muito importante para sua carreira!

Minha recomendação é que você pense bem antes de escolher qual você vai querer, uma vez que muitas vezes elas são caras e te custam um bom tempo.

Espero ter te ajudado com essas breves dicas. Se você quer ver o que tenho oferecido nesta frente, dá uma olhada no meu LinkedIn ou em meunorte.com.br

Te vejo em breve!

Autor do Post

Esse post foi escrito por Marcos Pinheiro –

Formado pela PUC-Rio, trabalhou com responsabilidade social de dezenas de empresas por 10 anos e é diretor-executivo da Norte, empresa de educação e consultoria com foco em ESG.

Tem formação em “Gestão ESG: sustentabilidade e negócios” (Insper), “CFA em ESG Investing” (CFA Institute) e relatórios de sustentabilidade pela Global reporting Initiative (GRI).

Lidera uma rede de 1.200 profissionais de ESG, é professor e palestrante do tema e tem mais de 9 mil seguidores no LinkedIn.

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